sábado

MiniVant SL400 - Protótipo - Primeiro Voo

Oi Pessoal,
          Como prometido, aqui está o vídeo do primeiro voo do protótipo do MiniVant SL400. O resultado foi considerado muito bom. Vejam o vídeo feito pelo meu assistente (seu Ubaldo). 

          Estava preocupado com o acerto do centro de gravidade, devido a quantidade de equipamentos para distribuir num espaço tão pequeno. Como todos sabem a asa zagi tem um centro muito crítico. E foi onde a coisa pegou.
         A primeira decolagem foi complicada e desestimulante. Convidei meu amigo seu Correa (mestre) para assistir a decolagem. Ele testemunhou as dificuldades iniciais. Como tinha outros compromissos, não esperou os ajustes necessários. Decolei e fiz uma passagem ruim à beça, vindo em seguida para pouso. 
Resultado: Tive que rever o centro de gravidade. Foi preciso, trocar de motor e hélice, re-distribuir a posição da câmera, transmissor de vídeo e speed control. Depois de várias horas de oficina, tudo deu certo... o teste foi um sucesso.
          Espero contar com o apoio dos colegas do aeromodelismo da ilha para acompanhar o andamento do projeto, dar opinião e até colaborar, se assim o desejar . O bem sucedido resultado deste projeto é o sucesso de todos nós. O MiniVant SL400 é um aeromodelo avançado, capaz de realizar tarefas pre-determinadas, com o apoio da tecnologia de ponta em navegação e controle. Até o próximo momento.
Obs: Este voo foi realizado todo no visual. Não dava para arriscar o resultado final.

sexta-feira

MiniVant SL400 - Protótipo - Construção - Montagem III

Oi Pessoal,

O projeto Minivant SL400 é uma proposta de desenvolvimento e construção econômica e alternativa do primeiro Vant (Veiculo Aéreo não Tripulado) no Maranhão, nascido dentro de uma perspectiva científica e tecnológica, à partir da idéia gestada no Laboratório de Sistemas Inteligentes-LSI do curso de Engenharia de Eletricidade da UFMA, que eu frequentei como aluno-especial, já no último período da minha graduação em Sistema de Informações(2011). Uma continuação da iniciação científica universitária, com recursos próprios e incentivada pelo Prof. Dr. Sofiane Labidi UFMA).

A bateria
Continuando a construção do minivant SL400, os equipamentos de controle e navegação foram buscados exaustivamente na internet, depois de horas e horas de pesquisa e frequência  nos fóruns FPVBrasil, E-voo e FPV.com. Precisava, nesta primeira fase do projeto, compatibilizar as despesas com minha possibilidade de gasto, já que eu não tinha recebido qualquer colaboração a não ser do meu amigo seu Correa que me doou um motor para o meu primeiro FPV, Tudo para concluir logo o protótipo e encontrar apoio para continuar o projeto até o final. A maior parte dos equipamentos de  controle e navegação foi importada da China e EUA. A outra parte foi adquirida aqui no Brasil. A compatibilização entre os equipamentos de várias procedencias foi conseguida no dia a dia do processo de desenvolvimento.  Esta é uma parte dos equipamentos: Transmissor 1 watt, OSD + GPS, Câmera HD - Placa de Captura de vídeo, Computador de  Acce 11,6 pol, Parasol - tripé - Speed control - Motor  elétrico, 02 baterias de 3 celulas de 2200 AMh e 850mAh - 02 Servos - Radio Controle TX/RX  2.4ghz.
Como podem observar este protótipo é extremamente funcional, mais entretanto, apresenta uma segurança média de operação. Vamos buscar a excelência em segurança no minivante SL400. Segurança é a principal caraterística de um Vant ou FPV.
Na prática, este protótipo do minivant LS400, não está muito distante de qualquer outro projeto de aeromodelismo FPV (First Person View), usado no mundo inteiro. 
A grande diferença está no desenvolvimento que o levará a ser um veículo seguro e confiável. Respeitando as distancia tecnológicas, as diferenças estão nas finalidades de cada veículo. Enquanto o FPV  de ponta tem sua prática voltada para o recreio (hobby e esporte) o Vant tem sua prática voltada para realização de tarefas e missões com objetivos técnico-científico. Como exemplo: Observação, reconhecimento e levantamento de áreas, monitoramento ambiental e obtenção de fotos e vídeos de alta definição e outras tantas finalidades, dependo do software utilizado na interpretação das imagens.


Minivant SL 400 pronto para o primeiro teste de voo
Depois de tudo pronto ficou a questão da hélice. Optei inicialmente por uma folders para diminuar arrasto e facilitar o pouso, considerando que todas as experiencias de pouso e decolagem vão acontecer  na pista de grama das dunas do Calhau. Essa decisão me custou muitos dias de atraso. A hélice, aproveitada de outro modelo tinha problemas de fixação e balanceamento. A opção correta acabou sendo uma hélice comum que  sanou todos problemas anteriores.
No próximo post vou colocar as imagens em vídeo do Minivant SL400 que vão mostrar os primeiros resultados obtidos pelo protótipo número um. 

quarta-feira

MiniVant SL400 - Protótipo - Construção - Montagem II

Oi pessoal,

Baionetas de alumínio e longarinas de fibra de carbono
Como prometi no post passado, vou dar uma atualizada nas informações sobre a construção do nosso Minivant SL400, (veículo aéreo não tripulado) destinado a executar tarefas  de reconhecimento, levantamento e monitoramento de áreas, obtenção de fotos e vídeo de alta definição de aéreas e locais inacessíveis pelos meios convencionais. 
Com o objetivo de superar as deficiências de corte do EPS (isopor), solucionar a fixação dos painéis de asa e aliviar peso do modelo,  optei por substituir a longarina de fibra de vidro por fibra de carbono. 

Revestimento do compartimento em balsa
Na ausência de uma peça mais longa, inclui dois finíssimos "canotes" de alumínio aeronáutico para fixar a asa e garantir a segurança contra uma possível quebra por esforço, nas manobras mais radicais. 
Outra modificação que se fez necessária, foi a ampliação do espaço interior destinado aos equipamentos. Não dava para colocar receptor, OSD, câmeras, baterias etc... e futuramente    o  piloto automático. Por enquanto deixei de fora o link de vídeo e o speed control que por razões obvias, precisam de boa ventilação para manter uma temperatura aceitável de operação sem riscos, a câmera de navegação e gravação de vídeo além da bateria menor.

Asa colada -  Vai receber aileron,  revestimento, winglets, etc...
Aproveitei e revestir de balsa o espaço  interno afim manter uma melhor superfície de fixação do sistema integrante de controle e navegação. Por enquanto os equipamento estão distribuídos dentro do espaço existente até encontrar a localização ideal. Respeitando a possibilidade de aquecimento, interferência de radio frequencia etc... Trata-se de um protótipo e irá sofrer outras modificações sem sombra de dúvidas. Este equipamento não é um modelo pronto, acabado. É um modelo em desenvolvimento através de pesquisas tecnológicas e experimentações.
O design atual do Minivant SL400 é este aqui, ainda sem os  winglets.  Atualmente já sofreu outras modificações.
Optei por entelar o modelo em vinil, com cores bem visíveis à distancia, sempre pensando de ter que pilota-lo no visual na decolagem, trimagem e pouso. 
Asa revestida sem winglets
 Trata-se de um modelo tipo asa que a distancia  só se percebe a inclinação lateral. Os pilotos bem sabem o quanto elas ficam  fininha que é "uma beleza" de longe.
No próximo post vamos mostrar as características técnicas e os equipamentos escolhidos (depois de uma exaustiva pesquisa de fabricantes de vários países sempre de olho nos recursos financeiros disponíveis) para esta primeira experiência do minivant SL 400. Este modelo é um protótipo que vai sendo modificado de acordo com os resultados que pretendo obter. Se encontrar financiamento para garantir as pesquisas e a construção até o modelo final, o projeto vai passar por grandes alterações. Principalmente na  procedência e a tecnologia de controle e navegação. Até o próximo.

MiniVant SL400 - Protótipo - Construção - Montagem I

Oi pessoal,
Modificação-adaptação e otimização do kit
Desde de maio não postei nada sobre o andamento do minivant SL400(vant), por causa das minhas atividades na universidade. O mestrado demanda tempo integral de segunda a sexta e precisa chegar junto e atender as expectativas do meu orientador. Devido a urgência que eu queria dar ao projeto, na intenção de pelo menos mostrar o protótipo do Vant na SBPC, decidi buscar uma zagi de 1,40m de envergadura junto ao pessoal de aeromodelismo rc. Experimentei duas, com resultado muito aquém de minha necessidade. Acabei adquirindo um kit de qualidade duvidosa, produzido em Nova Iguaçú - RJ. Mal cortado, sem "wash out" na ponta e olha que o "vendedor" fazia propaganda de usar CNC para corta-la. O que deu de diferença nos encaixes e "rebarba queimada" não foi graça. Não dava sequer para lixar. Imaginem a dificuldade para achar o centro de gravidade ideal (com equipos).
A tal "empresa" mandou (depois de várias semanas de atraso) os corte numa embalagem precária que amassou e várias partes e veio sem qualquer croquí ou instruções para solucionar as possíveis dificuldades encontradas na montagem e muito menos nota fiscal. Totalmente clandestino... 
Sem qualquer proteção, paguei 100 reais pela asa e 40 reais de correio (um furto). Reclamado, o esperto (que levou mais de 20 dias para cortar a asa e enviar)  me disse que "não tinha problema". Era só devolver as partes estragadas que ele enviaria outras. Ou seja já tinha gasto 140 reais e pagaria mais 80 para mandar e receber as novas partes. Segundo ele, era só o que poderia fazer e que acabou não fazendo. Dá para imaginar a credibilidade desse vendedor destes?...
Refiz e alterei algumas partes. Troquei e re-moldei as peças amassadas, adequei os cortes angulares e modifiquei a parte frontal, para ganhar mais espaço para equipamentos e otimizar a  navegabilidade. Tudo para obter um resultado mais próximo daquilo que estava desejando, na primeira etapa. 
Para garantir mais segurança e aliviar peso, troquei a longarina de fibra de vidro por fibra de carbono e coloquei dois levíssimos "canotes" de alumínio aeronáutico para juntar as asas ao centro. Apesar de termos bons e até excelentes fabricantes de modelos em isopor, balsa, fibras de vidro e carbono aqui no Brasil, temos também um montão de trambiqueiros vendendo "gato por lebre" por aí. Aprendi a lição... Os próximos modelos faço aqui mesmo, artesanalmente, na minha oficina como já fiz tantos outros com os melhores resultados. É claro que estou aberto a sugestão ou colaboração de quem possa acrescentar no projeto final. No próximo post coloco algumas fotos de acompanhamento da construção. Um abraço.